DETEÇÃO DE TRICHINELLA NA CARNE DE JAVALI LEVA DIRECÇÃO DE VETERINÁRIA A PROIBIR COMERCIALIZAÇÃO



A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária emitiu uma Nota Informativa na qual proíbe a colocação no mercado de carne de javali depois de ter sido detectada a presença de larvas de Trichinella spp., em javalis abatidos em três zonas de caça localizadas nos concelhos de Vinhais e de Bragança.

Nesta nota informativa divulgada pelo portal de “Agricultura e Mar Atual”, a DGAV sublinha que “o consumo de carne obtida destes animais constitui um grave risco para a saúde humana”. E adianta que “é expressamente proibida a colocação no mercado, ou a cedência a outrem e a qualquer título, de peças de caça selvagem maior e suas carnes, caso não tenham sido previamente inspeccionadas num ‘estabelecimento de tratamento de caça’ aprovado”.

A triquinelose é uma doença parasitária transmissível dos animais ao homem através do consumo de carne infectada com larvas do parasita e integra a lista de doenças de declaração obrigatória nacional e a lista de doenças notificáveis à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Para além do homem, os suínos, os solípedes, os javalis e outros mamíferos podem ser infectados por Trichinella spp, alerta fonte do ICNF.

O reforço das medidas de controlo da doença foi adotado depois de, no decorrer do “plano de vigilância, ter sido comprovada a presença de larvas de trichinella – o agente causal da triquinelose – em javalis abatidos em zonas de caça localizadas em concelhos de Trás-os-Montes”, divulgou a DGAV.

A autoridade veterinária determinou que “todos os animais abatidos em atos venatórios praticados na área destes concelhos sejam submetidos a pesquisa de trichinella, previamente a qualquer tipo de consumo, quer para colocação no mercado, quer para consumo doméstico privado”, cabendo a um médico veterinário oficial realizar a inspeção da caça.

A DGAV determinou também, por edital, a imposição de mecanismos que permitam o correto encaminhamento dos subprodutos dos animais caçados pelas autoridades competentes para a sua posterior destruição. Fora de Trás-os-Montes, “ficam as entidades gestoras de caça também obrigadas a assegurar o encaminhamento das peças de caça para um estabelecimento de tratamento aprovado, para serem submetidas a inspeção sanitária quando são destinadas à colocação no mercado”.

Fora de ação dos veterinários ficam as peças para consumo familiar. Contudo, “como medida de precaução, foi recomendado que qualquer carne proveniente de javalis abatidos que não tenham sido submetidos à pesquisa de trichinella seja previamente sujeita a tratamento térmico por cozedura ou congelação”.

SAIBA MAIS

44 890 €

valor máximo da multa por colocação no mercado ou cedência de peça de caça de javali que não tenha sido inspecionada. Montante mínimo é de 500 €.

Dor é o primeiro sintoma

O bastonário da Ordem dos Veterinários, Jorge Cid, explicou que a triquinelose tem por primeiros sintomas dores, febres, inflamação da vista e diarreia.

 



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