Expolima – Balanço da edição de 2013



Realizou-se nos passados dias 19,20 e 21 de julho a V Feira de Caça, Pesca e Lazer de Ponte de Lima, que é motor de divulgação das alternativas à tradicional oferta turística da região. O evento divulgou todos os ramos, serviços e atividades ligadas ao sector da caça, da pesca e lazer, numa região cheia de tradições e potencial turístico. O Programa contemplou um vasto conjunto de atividades nomeadamente, Concurso Canino, provas de pesca, prova de St. Huberto, colóquios sobre o sector cinegético, etc.

A FENCAÇA teve uma participação ativa, como não podia deixar de ser pois procura sempre estar perto dos Gestores de Zonas de Caça / Caçadores com vista a um implemento da Gestão de Caça.

Salienta-se do evento a excelente prova do final do Campeonato Nacional de S. Huberto que apurou os dois representantes portugueses no campeonato do Mundo da Modalidade que se irá realizar na Croácia, prova esta da responsabilidade da FENCAÇA que contou com o preciso apoio da Câmara Municipal de Ponte de Lima e da Associação de Caça e Pesca de Santo Huberto de Refoios de Lima. A prova teve lugar no Campo de Treino de Caça provisório que se situou na zona de caça associativa de Penido (2302 – ICNF).

Referencia-se de igual forma o excelente nível do Seminário sobre Caça subordinado ao tema: Gestão Cinegética que se realizou no edifício envidraçado situado no interior da Expolima.

A Abertura oficial foi efetuada pelo Eng. Vítor Mendes- Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima e pelo Dr.º Arlindo Cunha- vice-presidente da Fencaça. Ambos salientaram a importância do sector no desenvolvimento regional e na diminuição das assimetrias do país. O Eng. Vitor Mendes focalizou a sua reflexão na importância do certame para o concelho de Ponte de Lima e as sinergias que o mesmo cria nos diversos sectores associado. Já o Dr.º Arlindo Cunha referiu-se ao papel da atividade cinegética na implementação da Biodiversidade e no desenvolvimento regional.

Em seguida foi possível escutar o Eng.º Rogério Rodrigues (Diretor do Departamento de Conservação da Natureza e Florestas do Norte em representação do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural) falar na necessidade de criar um novo paradigma no sector para inverter o caminho que o sector trilha.

O Eng.º Álvaro Barreira prendou-nos com uma dissertação sobre a Exploração Cinegética do Corço a Norte do Rio Douro, que como é seu habito o fez de forma tão apaixonada que não pode deixar ninguém indiferente.

O Eng. Carlos Duarte, Gestor do Programa Operacional da Região Norte, falou da importância do crescimento inteligente, inclusivo e sustentável. Nessa circunstância, o Turismo (incluindo o turismo cinegético) constitui um importante instrumento para o desenvolvimento regional e coesão territorial, quer pelo peso económico e pela importância social que representa. Percebeu-se da sua exposição a confiança que tem na sustentabilidade do sector cinegético e na importância que atribui ao sector para obtenção de uma verdadeira coesão territorial e assim atingir um desenvolvimento sustentável das diversas regiões.

O professor Carlos Fonseca da Universidade de Aveiro, falou da criação de um novo paradigma do Corço em Portugal, na necessidade de dar escala as zonas de caça para a gestão eficiente do Corço, na necessidade de formação de guias de caça.

Jacinto Amaro- Presidente da FENCAÇA, tratou de assuntos de âmbito nacional que afetam diretamente os caçadores/gestores de zonas de caça e da sua enorme preocupação do caminho que o sector segue, da insensibilidade e inoperância que os organismos estatais demonstram na resolução de problemas concretos do sector.

Os coelhos continua a serem dizimados, presumivelmente por uma nova estirpe do vírus da doença HEMORRÁGICA VIRAL – RDH, colocando em risco a atividade venatória a esta espécie na próxima época venatória e nas seguintes, sem que por parte do ICNF exista uma palavra sequer de preocupação, quanto mais proceder a algumas iniciativas junto da comunidade científica e Organização do Setor da Caça – OSC.

Lamentou-se que dos milhões de euros que o setor da caça contribui anualmente para o orçamento do ICNF, não seja sequer uma pequena parte aplicada na investigação das doenças que afetam as espécies cinegéticas. Lamentou-se da insensibilidade do atual secretário de estado, que recusou qualquer apoio económico a comitiva Portuguesa que irá representar Portugal no próximo campeonato de mundo (apesar dos títulos mundiais que a modalidade tem trazido para Portugal, quer a nível individual quer coletivo)
Referiu-se que os caçadores estão a abandonar a atividade à média de 10.000/ano, mas nada disto parece incomodar a Presidente do ICNF, Eng.ª Paula Sarmento e Silva.

As taxas aplicadas ao setor da caça, continuam a aumentar: carta de caçador, licença de caça, zonas de caça, alvarás de criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro, e exames para obtenção da carta de caçador; quando a FENCAÇA anda a reclamar desde que o Governo tomou posse, e já lá vão dois anos, que as mesmas fossem reduzidas ou até haver uma suspensão das mesmas face à situação que o setor atravessa.

Esta atuação do ICNF, leva Jacinto Amaro a pensar que a fórmula encontrada pelo ICNF, para acabar com os caçadores é a asfixia financeira!

Referiu ainda que a “ironia maior” é que acabam com os caçadores utilizando o dinheiro gerado pelo setor da caça contra os próprios caçadores. Estamos a pagar a quem quer acabar connosco.
Disse ainda que estava longe de pensar em ter de voltar a utilizar métodos de defesa que utilizamos há 20 anos, mas perante um Ministério que é tutelado por um dos partidos de coligação, que mais dizia defender o setor da caça, e que dos responsáveis pelo ICNF, apenas ouvimos falar do Lince como sendo a sua única preocupação, só nos resta utilizar o protesto como manifestação de força, pois essa continua ao nosso alcance.

Referiu ainda com grande aprovação dos presentes, que se nada mudar entretanto, as entidades concessionárias de zonas de caça (próxima época venatória) não irão proceder ao pagamento das taxas das concessões e depois quer ver como o ICNF vai ser sustentável e se vai haver coragem de as mandar encerrar.

Por fim, os novos presidentes da Associação Nacional do Corço e da Associação Nacional da Galinhola, fizeram uma breve alusão sobre o futuro das espécies em Portugal e proferiram os objetivos das referidas Associações Nacionais.
Jorge Maia

Fonte: FENCAÇA



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