Fim de semana trágico para 2 caçadores.



Este fim de semana em Joana Martins, no concelho de Vouzela, um homem de 57 anos não resistiu a um disparo acidental de caçadeira, quando ao início da manhã iniciava mais uma jornada de caça.

“Se eu não estivesse lá não acreditava naquilo que aconteceu”, desabafou ao CM Manuel Alves. Tudo se passou poucos minutos depois das 09h00, quando os cães dos dois caçadores se pegaram à dentada. Com o intuito de separar os animais, José Almeida pegou na caçadeira pelos canos e deu com a coronha nos caninos. Por motivos que estão a ser investigados pela GNR, ocorreu o disparo acidental que atingiu o caçador na zona do abdómen.

“Ele só gritou: ai Jesus, o que eu fiz!!!”, recordou ontem Manuel Alves, que prestou os primeiros socorros, pediu ajuda e segurou o amigo nos braços até chegarem os bombeiros e os médicos do INEM. “Ele manteve-se calmo e sempre consciente. Contou-me ao pormenor como tudo se passou, parecia que estava mais calmo que eu”, adiantou Manuel Alves, que foi quem avisou a família da tragédia.

A vítima foi assistida no local pelos socorristas e depois transportada para o Hospital de São Teotónio de Viseu, onde foi sujeito a uma operação cirúrgica de urgência.

No entanto, não viria a resistir aos ferimentos e acabou por falecer. José Almeida era proprietário de um estabelecimento de restauração em Gândara, na freguesia de Ventosa, Vouzela. Manuel Alves diz que vai deixar de caçar.

JOSE_ALMEIDA

Mais sorte teve um um caçador de 47 anos que foi atingido com um tiro de caçadeira disparado por um amigo com quem estava a caçar, na Paradela, freguesia de Espinhel, Águeda.

Abílio Roque, morador na freguesia vizinha de Barrô, levou com chumbos nas pernas, no braço e no peito. Foi levado ao Hospital de Águeda e depois transferido para o Hospital de Aveiro. Não corre risco de vida.

O acidente ocorreu pelas 11h20, nas proximidades do restaurante Os Embaixadores, onde um amigo da vítima foi pedir auxílio.

O grupo estava à caça do coelho quando um deles efetuou um disparo na direção de um terreno mais elevado. “O Abílio estava por trás de um silvado e o outro caçador não o viu”, explicou ao CM Joaquim Catarino, amigo da vítima e um dos primeiros a chegar ao local após o alerta.

Abílio foi atingido por mais de vinte chumbos, que lhe acertaram em várias partes do corpo. “Estava consciente, mas tinha muitas dores. Ele próprio tirou a roupa para ver os ferimentos. O amigo que disparou a caçadeira correu logo para o ajudar e estava muito aflito”, acrescentou a testemunha. As botas de caçador que Abílio Roque usava na altura ajudaram a proteger a parte inferior das pernas – zona mais atingida – e a evitar males maiores.

A vítima foi assistida pelos Bombeiros de Águeda e transportada para o hospital local, mas foi posteriormente transferida para a unida de Aveiro para que lhe fossem retirados os chumbos do corpo.

A investigação do acidente está a cargo da GNR.

Abilio_Roque

Fonte: CM

 

NDR: O cacaecaesdecaca lamenta o sucedido em ambos os casos e desde já envia as condolências à familia da primeira vitima e deseja as rápidas melhoras à segunda.

Infelizmente mais uma vez temos a prova que o manuseamento da arma deve ser efetuado atendendo a todas as normas de segurança, e que não deve ser tratada como um mero objeto do nosso quotidiano, o mesmo se aplica no momento do disparo, em que só deve ser efetuado com a total visibilidade da peça de caça e com a certeza que não temos ninguém na nossa linha de tiro, mesmo que isso implique não atirar à peça.



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