Índia, hackers informáticos acedem a localizações de tigre enviadas por coleira com GPS



Hackers informáticos acederam às localizações de um tigre que estava a ser seguido por biólogos indianos através de uma coleira com GPS, revela o jornal The Times of India.

Segundo a noticia, os piratas descodificaram o nome de utilizador e a palavra-passe da conta de e-mail para a qual eram enviados os dados de localização de um tigre conhecido como Panna-211.

O colar tinha sido colocado pelo Wildlife Institute of India (WII) num tigre da Reserva de Tigres de Panna (Panna Tiger Reserve – PTR) que, entretanto, tinha sido transferido Reserva de Tigres de Satpura-Bori, também no estado de Madhya Pradesh.

O facto de se tratar de um situação de pirataria informática inédita, ao aliar um crime informático ao objetivo (presumível) de prática de caça furtiva, está a dificultar o processamento do caso, não sendo óbvio como se deve proceder: deve-se apresentar queixa ao abrigo da legislação sobre pirataria para fins criminosos ou da legislação relativa a tentativas de caça furtiva?

Por outro lado, o facto da ação de pirataria ter sido realizada a partir do estado de Maharashtra, e não do estado de Madhya Pradesh, onde o tigre se encontrava, levanta dúvidas sobre onde deve ser apresentada a queixa.

Por fim, também não é claro quem deve avançar como queixoso: se o WII, que colocou a coleira/as autoridades da PTR ou o WII-Dehradun, que era detentor da password de acesso ao endereço eletrónico alvo de violação.

K. Ramesh do WWI – Dehradun terá afirmado, segundo o The Time of India, que a coleira tinha sido entregue às autoridades florestais do estado de Madhya Pradesh para que estas se encarregassem das diligências judiciais, uma vez que o WWI não tinha sido consultado aquando da transferência do tigre entre reservas. No entanto, Narendra Kumar, responsável das autoridades florestais, defende que a queixa deve ser feita pelo WII.

As coleiras com GPS constituem um instrumento utilizado por biólogos para seguir os movimentos dos animais durante estudos científicos, sendo frequentemente utilizadas no âmbito de projetos conservacionistas para monitorizar animais de espécies ameaçadas.

O Treehugger realça que a utilização dos dados por elas disponibilizados por caçadores furtivos torna desnecessário o árduo trabalho de localização dos animais no campo por parte de batedores, facilitando a caça ilegal que alimenta o mercado negro de produtos de animais, negócio que movimenta milhões de euros.

Para evitar o pior, o tigre que estava equipado com o colar GPS visado e que deixou de operacional a 24 de julho passado, vai ser seguido pelas autoridades florestais nos próximos seis meses.

Fonte: Naturlink



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